terça-feira, fevereiro 25, 2025
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Indígenas relatam novo ataque armado à TI Apyterewa, no Pará

Lideranças da Terra Indígena (TI) Apyterewa, localizada em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, a cerca de 1 mil quilômetros de Belém, denunciaram ao Ministério Público Federal (MPF) um novo ataque armado à aldeia Tekatawa, do povo parakanã.

Segundo o cacique Mama Parakanã, homens armados invadiram a aldeia na madrugada da última quarta-feira (19). “Foi muito tiro de [espingarda calibre] 12, pistola, carabina, rifle 44, todo tipo de arma”, relatou o líder indígena em uma mensagem de áudio que enviou a servidores do MPF.

“A gente revidemos e, graças a Deus, ninguém se feriu”, acrescentou Mama Parakanã ao pedir ajuda dos órgãos públicos para evitar uma tragédia. “A gente precisa de apoio da Força Nacional, da Polícia Federal, de juiz, de procurador”.

De acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), uma ponte que dá acesso à região foi destruída, deixando a aldeia Tekatawa isolada. “Felizmente, não houve feridos no ataque. No entanto, em razão do risco iminente, as mulheres, crianças e idosos foram imediatamente evacuados para uma aldeia vizinha”, acrescentou a entidade indígena, cobrando que o episódio seja investigado e os agressores, punidos.

Segundo órgãos federais, a Terra Indígena (TI) Apyterewa já foi o território mais desmatado da Amazônia Legal. Até que, em outubro de 2023, o governo federal deflagrou uma megaoperação de desintrusão para retirar todos os não indígenas da área de cerca de 773 mil hectares destinados ao usufruto exclusivo dos parakanã. Cada hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo de futebol oficial.

Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), além de devolver o território aos indígenas, a desintrusão e a presença dos órgãos estatais quase zeraram o desmatamento na TI Apyterewa. Contudo, as riquezas naturais do território seguem despertando a cobiça de invasores e, de tempos em tempos, novos ataques às comunidades e confrontos entre indígenas e não indígenas são registrados.

De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o ataque da última quarta-feira foi o terceiro registrado em menos de três meses.

“São represálias dos invasores à reocupação dos indígenas nas áreas em que eles ocupavam antes da desintrusão. Os parakanã estão abrindo novas aldeias nessas áreas para fazer a vigilância e o trabalho de agricultura. Isso dificulta ou impede o retorno. A cada mês, então, os antigos invasores fazem ataques como se a terra fosse deles”, analisa, em nota, José Cleanton Ribeiro, da coordenação do Conselho Indigenista Missionário – Cimi Regional Norte 2.

“Ressalte-se que essa não é a primeira vez que a aldeia é alvo de agressões, o que agrava o clima de insegurança e apreensão entre os membros da comunidade [que reafirma] a necessidade de medidas urgentes por parte das autoridades competentes para garantir a proteção dos direitos fundamentais dos povos indígenas, incluindo a segurança física e territorial”, reforçou a Coiab, também em nota.

Consultado pela Agência Brasil, o MPF informou que só foi comunicado da ocorrência na quinta-feira (20) e que encaminhou a denúncia imediatamente à Polícia Federal (PF), solicitando que as informações fossem juntadas ao inquérito policial que já investiga os episódios anteriores.

“O MPF acompanha e aguarda o trabalho da PF na apuração objetiva dos fatos, relacionando os elementos materiais coletados com os testemunhos, a fim de se traçar um panorama realista do ocorrido”, informou o MPF. A reportagem entrou em contato com a superintendência da PF no Pará e aguarda por uma resposta. 

 


Informações: Divulgação/Agencia Brasil

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