sexta-feira, abril 4, 2025
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Técnicos e auxiliares de enfermagem exigem equalização salarial em Castro

Castro – Técnicos e auxiliares de enfermagem do município de Castro se reúnem na noite desta quinta-feira (3), às 19 horas, com representantes da administração municipal para discutir a equiparação salarial da categoria, conforme prevê o novo piso nacional da enfermagem. O encontro contará com a presença do vice-prefeito, Régis Moreno; do secretário municipal de Governo, Ricardo Cardoso Filho, e do presidente da Câmara Municipal, Gerson Sutil.

A reunião ocorre após longa espera dos profissionais, que relatam dificuldades em dialogar com o poder público sobre a questão. Segundo uma técnica de enfermagem que preferiu não se identificar, por receio de represálias, a situação se arrasta desde 2022. “Até hoje não tínhamos conseguido nos reunir com ninguém da administração para tratar disso”, afirmou.

Atualmente, a categoria conta com 27 auxiliares e 91 técnicos de enfermagem que atuam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e nas unidades básicas de saúde do município. Desde a implementação do novo piso nacional, os profissionais recebem a diferença salarial na forma de um complemento, e não como parte do salário base.

Salários congelados

A principal queixa dos trabalhadores é a falta de incorporação do piso à folha de pagamento. Segundo a profissional ouvida, isso resulta em descontos elevados nos contracheques.

“O Governo Federal passa esse complemento para nós todos os meses e deu um prazo para as prefeituras se adequarem e colocarem o valor em folha. Mas, isso não acontece aqui em Castro. Nosso salário base vem separado do piso, que aparece na folha como complemento. Isso faz com que tenhamos descontos exorbitantes”, explicou.

Além disso, a categoria afirma que está sendo prejudicada nas recomposições anuais dos salários. “Os aumentos anuais não refletem no salário, fica como se fosse um salário congelado”, afirmou.

Segundo os profissionais, municípios vizinhos como Carambeí e Piraí do Sul já incorporaram o novo piso ao salário base. Em Castro, no entanto, a categoria ainda recebe o valor inicial de R$ 2.210,00, enquanto o piso nacional da enfermagem estabelece um salário de R$ 3.325,00 para técnicos.

“A maioria dos profissionais trabalha em dois empregos porque não consegue se manter com o salário que nos é pago”, afirmou a servidora.

Prazo está se esgotando

Os profissionais também alertam para um problema iminente: o fim do repasse federal para o pagamento do complemento salarial. Segundo a técnica de enfermagem ouvida, o Governo Federal garantiu o envio dos recursos até dezembro de 2026. Após esse prazo, caberá às prefeituras assumirem integralmente os pagamentos.

“Estamos cansadas de lutar. Todas as gestões deixam a enfermagem de lado. Mas, agora, esse valor que o Governo [Federal] repassa vai acabar. Só vão nos pagar até dezembro. Em 2026, o Governo não vai mais repassar porque deu esse prazo para as prefeituras se adequarem. Se não conseguirmos, já era”, desabafou.

Informações/PáginaUm

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